Entrevistas
Entrevista com Sérgio H. Seipke

Por: Willian Menq | 14 de julho de 2010
 
 

Biólogo Argentino de renome internacional, Sérgio Seipke é um dos mais entendidos quando o assunto é identificação das aves de rapina neotropicais.

1. Quem é Sérgio Seipke? Fale um pouco sobre você

Muito obrigado por ter me convidado a fazer a matéria e me ajudar a difundir informação acerca de meu trabalho e de distintos projetos com gaviões Neotropicais. Eu nasci em Eldorado, na província Argentina de Misiones. Eldorado encontra-se 100 km ao sul das Cataratas do Iguaçú, numa área cujo bioma original era floresta atlântica semidecídua, a qual hoje foi transformado a um mosaico agroforestal heterogêneo. Atualmente moro na cidade de La Plata, 50 km ao sul de Buenos Aires, capital da Argentina. La Plata é um importante centro universitário, que tem uma grande oferta de bibliotecas e carreiras universitárias, além do Museu de Ciências Naturais de La Plata e uma abundante oferta de eventos culturais. Todas estas questões me levaram a me mudar a La Plata no ano 1995. 

2. Quando e como iniciou sua carreira na biologia, em especial às aves de rapina?

O meu amigo Gustavo Sebastián Cabanne (conhecido no Brasil como Gustavão) começou a observar aves em geral lá pelo ano de 1992. Em Agosto daquele ano eu havia-me juntado a sua aventura naturalista, e logo eu já tinha percebido que as aves que mais me interessavam eram as rapinantes. Eu sabia que eram muito difíceis de observar e ainda mais complicadas de identificar. Cada encontro com um ave de rapina valia ouro e eu sentia muita satisfação cada vez que estava em frente de uma espécie rara ou nova para mim. Naquela época, em Misiones, a gente tinha pouco acesso à bibliografia e praticamente nenhuma orientação. Naquela época, o aprendizado dependia da sorte, instinto e esforço. A gente acordava muito cedo e algumas vezes não dormíamos planejando a saída do dia seguinte. A gente abria trilhas na mata com nossos facões com a idéia de encontrar algum Micrastur sp ou Accipiter sp. Assim o progresso ia muito devagar.

Inicialmente a gente conheceu as espécies mais comuns, Coragyps atratus, Cathartes sp., Rupornis magnirostris, e depois descobrimos alguns migrantes como, principalmente Elanoides forficatus e Ictinia plumbea. E naquela época a gente não sabia coisas básicas dos rapinantes, como por exemplo que Harpagus diodon é migrante em Misiones, e inclusive a gente não estava em condições de identificar corretamente os H. diodon toda vez que encontrávamos um. Sem orientação e com práticas muitas vezes improvisadas, as nossas observações se concentravam em horários ótimos para passarinhos, mas nada bons para rapinantes: especificamente cedo na manhã ou no final do dia, desperdiçando sem saber as melhores horas do final manhã e o meio-dia. Mas, por fortuna, em Janeiro de 1993 Jean-Marc Thiollay e sua mulher Françoise visitaram Misiones. Jean Marc tinha entrado em contato com Eduardo de Lucca, quem foi um dos fundadores do Grupo de Trabalho em Aves de Rapina da Argentina, da ONG Asociación Ornitológica del Plata. O Eduardo e Jean Marc foram como deldades para a gente, estavamos anciosos para sair a campo com ele. Nessas datas, o Gustavão e eu havíamos encontrado o primeiro ninho de Accipiter erythronemius (o primeiro de um conjunto de 10 ninhos que estudamos posteriormente) nas imediações de Eldorado. Com muito orgulho levamos a Eduardo, J. Marc e sua esposa a conhecer o ninho e eles deram à gente orientações para estudar o biologia reprodutiva do gaviãozinho. Depois dessa experiência, a minha vida mudou para sempre.

3. Comente mais de sua carreira, contribuições, projetos e pesquisas que já realizadas.

A gente saiu muito cedo da casa da Sra Daphne Cooper de Colcombet, quem é uma mulher muito ativa e conservacionista de Misiones e quem tinha alojado a Jean Marc. Nos dirigimos ao Leste no Ford F150 de Daphne, no sentido das florestas bem conservadas das serras centrais de Misiones. Depois, fomos até a atual Reserva de Biosfera Yabotí (220.000 ha). Chegamos às 10 45 hs ao destino no profundo da floresta. Imediatamente Jean Marc começou a fazer observações....diretamente para acima de sua cabeça, em direção do céu que aparentava estar vazio. Eu estava muito assombrado. Em menos de cinco minutos Jean Marc gritou —“Spizaetus ornatus!  It’s a pair, I think.  Yes, most likely,... see, one of them is obviously larger”! —. Eu estava muito impressionado, pois a turma de observadores da ONG Aves Argentinas havia juntado só uns poucos registros da espécie nos últimos 30 anos e era considerada muito rara na região. Depois da avistagem, continuamos percorrendo os caminhos mais abertos, aqueles que permitiam melhor visual do céu. Depois de 35 minutos, a gente observou um belo Spizaetus melanoleucus. Ainda hoje eu posso ver os olhos amarelos, rodeados de preto e o níveo ventre da ave, como se estivesse voando agora mesmo acima de minha cabeça. Passaram dois dias mais com Jean Marc e Eduardo de Lucca, todo dia em carro e observando gaviões e minha lista de espécies e visão acerca de como procurar aves de rapina havia mudado drasticamente.

No ano 1995 iniciei meus estudos universitários. Comecei a estudar Física, minha outra paixão, mas não durei nem três meses. O chamado das florestas e dos rapinantes foi muito forte, e então troquei a Física pela Biologia. A universidade abriu minha cabeça. Minha forma anedótica, emocional e desordenada de fazer observações mudou para bem. Além de isso, conheci a importância de ver os fenômenos à luz de evolução, da quantificação sistemática da informação, do uso da estatística, da ecologia, da geologia, etc. Todas estas disciplinas davam às aves de presa um novo contexto, muito mais complexo, mas ao mesmo tempo mais fascinante...todo um mundo para ser descoberto. No ano 1996 comecei a visitar o zoológico da cidade de La Plata. Primeiro só para ajudar a limpar as serpentes e cobras e depois para ajuda a fazer observações acerca do Condor Andino (Vultur gryphus) em cativeiro.

Um bom dia eu consegui que a minha mãe, a quem eu provavelmente devo a minha carreira, me comprara uma câmera de fotos profissional, uma legendária Nikon FM2 e uma lente SIGMA 135-400 mm. O equipamento se completava com um motor drive que permitia tirar fotos muito rápido e não perder nada. O esforço econômico foi grande mais valeu. Assim, eu comecei a obter minhas primeiras imagens. Os custos eram muito altos, mas cada fotografia revelava segredos dos rapinantes. Pela primeira vez eu podia estudar em detalhe as formas das aves, especificamente as proporções das asas e caudas, os tamanhos relativos das cabeças, o ângulo das asas e milhares de detalhes mais. O mundo das silhuetas de vôo tinha se aberto para mim.

No ano 1998 me alistei como voluntário no Projeto Condor Andino, para fazer tarefas de campo no Alto Vale do Rio Limay, na província patagônia de Neuquén, Argentina. Nesse trabalho eu aprendi o uso de métodos de telemetria para desenvolver estudos de comportamento e deslocamento. Além disso, eu conheci um monte de aves novas (para mim), como Geranoaetus melanoleucus, Buteo polyosoma, Vultur gryphus, Falco femoralis, Falco peregrinus. Com a poupança da grana do estipêndio eu pude comprar um binocular bom, um Pentax 8x35 e, além disso, devido a que eu tinha minha câmera nova, eu já podia tirar fotos das aves para poder voltar depois e estudá-las. O novo milênio chegou e meu interesse pelas aves de rapina só se incrementava. Eu entrei em contato com Ken Meyer, de Gainsville, Florida. Ken é autoridade mundial em Elanoides forficatus. Rapidamente a gente se fez amigos. Imediatamente ele me convidou a procurar ninhos de E. forficatus em MIsiones, Argentina. Nessa época meu equipamento de campo (câmera de binocular) tinha sido perdido num assalto, então o Ken se contatou com a companhia Leica e com a Sociedade Audubon de Florida. Em poucos dias Ken tinha conseguido doações para comprar um novo Leica 10x42 BN. Foi assim que eu arrumei meu primeiro binocular “serio”. Além disso, Ken me arrumou uma viagem ao Mato Grosso do Sul para aprender métodos de campo para o estudo de E. forficatus. Audrey Washburn, a estudante graduada de Ken, era a líder das tarefas de campo no Mato Grosso do Sul. Nessa viagem aprendi a procurar ninhos de Elanoides, a usar aviões pequenos em telemetria de aves de rapina, e sobre tudo, a organizar viagens de campo.

4. Por quais países já viajou para observar aves de rapina? Qual observação foi a mais marcante em suas andanças pelo mato?

Em 2002 meu interesse pelas aves de rapina estava começando a entrar em conflito com minhas obrigações acadêmicas na universidade. Em outubro e no Panamá, The Peregrine Fund ia oferecer o primeiro congresso de aves de rapina do Neotrópico (CRN, ou Neotropical Raptor Conference, em inglês). Eu escrevi três apresentações e solicitei uma bolsa para viagem. Para minha surpresa...eu obtive a bolsa. O fato de ter participado no congresso no Panamá pode ser considerado o começo de minha etapa internacional nos meus estudos de aves de rapina. No congresso conheci a muitas pessoas importantes no estudo dos gaviões Neotropicais, por exemplo Úrsula Valdez, Russel Thorstom, Rick Watson, Jorge Albuquerque, Ruth Muñiz, Bill Burnham e vários outros. No terceiro dia do congresso conheci a quem seria um de meus mentores e quem hoje é um grande amigo: Bill Clark. Bill e Jean-Marc, além do amigo Jorge Albuquerque, me convidaram a observar gaviões numa viagem de uma semana na zona central do canal do Panamá. Eu não podia me negar e essa semana foi meu segundo curso intensivo de identificação de gaviões. O mais importante da viagem foi o método detalhado que aplicava Bill, que consistia em observar cada parte da ave e falar em voz alta as características presentes. Também aprendi acerca da importância fundamental do uso do telescópio para observar a plumagem e re descobri uma importante aliada, a câmera de fotos.   

Depois seguiram outras viagens... Chile 2003, onde conheci a Keith Bildstein do Hawk Mountain Sanctuary; Panamá 2004, para ajudar a estabelecer as bases da Red de Aves de Rapina Neotropicais; Venezuela 2005, 2007, 2009 (viagens de turismo científico); Brasil 2005, convidado pelo Jorge Albuquerque para buscar Pseudastur polionota em Santa Catarina; 2006, 2007, 2008 e 2010, procurando Leptodon forbesi em Alagoas, Pernambuco e Sergipe, em conjunto com Chico Denes da USP; Ecuador 2007, convidado por Ruth Muniz para ministrar um curso de identificação de gaviões e visitar a área de estudo na Reserva Cuyabueno; Bolivia 2009 para turismo científico. Além dessas viagens, eu fiz dois estágios nos EUA, no Hawk Mountain Sanctuary (HMS), na Pennsylvania. Keith Bildstein tinha me convidado depois que eu comentei a ele minha velha idéia de fazer um guia de aves de rapina.

No ano 2005 eu fui estagiário de conservação no HMS, e no ano 2006 eu fui estagiário líder. A maior parte de meu estágio do 2006 foi dedicada a organizar o II Congresso de Rapaces Neotropicales, em Iguazú, Argentina. Além disso, no 2006 eu dediquei também grande parte de meu tempo e esforço para encontrar uma editorial que tenha o prestigio e idoneidade para o projeto do guia. Desde o inicio Keith me ajudou a definir claramente o projeto do guia de aves de rapina. Primeiro pensamos em considerar toda região Neotropical, mas eu sabia que Bill Clark estava preparando um guia de México e América Central, e em conseqüência limitamos o projeto a América do Sul. Assim, com a ajuda de Keith Bildstein, Bill Clark, Steve Oresman e Joe Mallory (membros do conselho diretivo de HMS) conseguimos fazer em dois meses um projeto atrativo para procurar uma editorial. A proposta tinha duas pranchas feitas por Freddy Pallinger (São Paulo), quem é o artista exclusivo do projeto. Na feira de aves de Cape May (New Jersey) de 2006, Bill Clark me apresentou a Lisa White, de Houghton Mifflin, e a Robert Kirk, da Princeton University Press. A nossa proposta foi enviada às duas editorias e a Princeton gostou!. Rapidamente começamos uma relação muito direta e produtiva com Robert. Ao pouco tempo, o projeto estava formalizado e eu tinha contrato de publicação assinado.

5. O que mais te preocupa no futuro das aves de rapina neotropicais e os habitats na qual dependem? Qual ou quais espécies você acredita que precisa de esforços de preservação mais urgente?

Há uma questão central em conservação de toda a biota (e não só de aves de rapina), a qual é muito simples e evidentes, mas que ainda hoje costuma ser omitida de muitos textos e apresentações acerca de conservação. Eu estou me referindo ao crescimento populacional humano e o conseqüente incremento de demandas energéticas, de água e de alimentos. Essa demanda de recursos naturais é satisfeita em detrimento do habitat das outras espécies. As florestas, manguezais, campos e outros tipos de vegetação original são transformadas em áreas de cultura e pastos para os animais domésticos. A drástica transformação limita o habitat disponível de aquelas espécies florestais e ao mesmo tempo favorece o habitat de outras espécies que usam regiões modificadas. O meu objetivo com o guia de aves de rapina é desenvolver uma ferramenta que permita a todos, e inclusive até a mais simples criança interessada na observação de aves, conhecer a maravilha que são as aves de rapina. É impossível que as pessoas se interessarem pelas coisas que não conhecem, nem muito menos atingir objetivos de conservação de biodiversidade e de desenvolvimento sustentável.     

6. Que mensagem daria aos jovens biólogos e estudantes de biologia do Brasil entusiasmados pelas aves ?

O Brasil tem um privilegio e ao mesmo tempo possui uma imensa responsabilidade na conservação da biota. Mas, também oferece muitas oportunidades para fazer pesquisa. A floresta Atlântica é o habitat de três gaviões muito pouco conhecidos e ameaçados. A espécie mais ameaçada é o Leptodon forbesi, que ocorre nos estados nordestinos de Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Provavelmente também ocorre na Paraíaba e no NE da Bahia. Não é conhecido praticamente nada da biologia do L. forbesi. Leucopternis lacernulata também requere atenção imediata. Coisas básicas de sua biologia, como a sua distribuição geográfica e densidade, são desconhecidos. Finalmente, o L. polionoatus, ao igual que seu congênere L. lacernulata, é uma espécies com biologia muito pouco conhecida.

A diferencia do que acontece em outras regiões do globo, o conhecimento dos gaviões de América do Sul está numa fase descritiva nova, ou se quiser, re descritiva. Numa era de binóculos e câmeras fotográficas, o conhecimento acerca da distribuição geográfica está afetado pela capacidade de identificar as aves no campo. Ainda e estudo da identificação de gaviões com métodos objetivos está num período inicial na região. Não só é necessário conhecer as espécies, também é necessário identificar as idades, sexos e fases para atingir um conhecimento demográfico mais aprofundado, o que permitirá ter uma ferramenta para avaliar mudanças populacionais importantes.

Finalmente, o fato de que a maior parte da bacia do Rio Amazonas é Brasileira, faz que a conservação da biodiversidade dessa importante e rica região seja responsabilidade dos brasileiros. O maior desafio dos países Latinoaméricanos para o século XXI é atingir um desenvolvimento econômico e social sem sacrificar totalmente seus recursos naturais. O Brasil será sem dúvida um líder nesse desafio e será imitado por seus vizinhos. Em conseqüência, dos futuros biólogos do Brasil depende grande parte do sucesso do processo.

7. Em breve você e sua equipe irão lançar o primeiro guia de identificação das aves de rapina da América do Sul, certamente este guia será uma grande contribuição aos pesquisadores e aos observadores de aves. Dê um esboço de como será esse guia.

O guia da Aves de Presa de América do Sul (Raptors of South America) vai ser um livro compacto, fundamentalmente gráfico e com descrições detalhadas. As suas medidas serão 15 x 23 cm e terá 500 páginas. Essas características farão que o livro seja fácil de carregar e usar no campo. No inicio do livro haverá uma lista com os nomes científicos das 96 espécies que ocorrem na América do Sul, a qual será escrita em Inglês, Espanhol e Português. Depois de uma introdução seguiram umas 100 pranchas coloridas realizadas por Freddy Pallinger. Esta será o primeiro guia de aves do mundo com pranchas realizadas integramente no computador. As pranchas apresentarão todas as plumagens das 96 espécies, além da variação geográfica de cada plumagem. O guia se concentrará em aves de presa diurnas que habitam ou visitam o continente, tanto pousadas como em vôo. As pranchas também apresentarão os padrões de muda, os padrões de idades e as diferencias entre sexos. Na frente de cada prancha haverá textos curtos que exibirão as características diagnosticas de cada espécie, idades e sexos. Depois das pranchas será colocada a parte de textos por espécies. O texto nessa parte vai descrever com detalhe cada plumagem distinguível no campo, mencionará os comportamentos típicos que possam ajuda à identificação dos indivíduos (tipos de vôo, posição das asas, freqüências em que as asas são batidas, poleiros preferidos, etc). Depois serão listadas as espécies mais parecidas que poderiam gerar confusão na identificação. Um resumo da cronologia da muda, com ênfase no período do ano e a duração entre as transições de plumagens também será incluído. Inseridas nas seções de cada espécie haverá aproximadamente 200 fotografias coloridas, as quais ilustrarão a beleza e as características dos gaviões de América do Sul.

Uma serie de 10 pranchas artísticas (conhecida como a serie da Coleção de Arte das Aves de Rapina de América do Sul) vai iniciar a seção de grupos seletos. Mapas de distribuição detalhados apresentarão as áreas de reprodução e as regiões de invernada nos casos de migrantes. Uma seção de taxonomia apresentará as subespécies, além de recentes propostas de mudanças taxonômicas. Tabelas apresentarão pesos das aves e a morfometria de cada idade e sexo. No final de cada capítulo, haverá uma lista da bibliografia usada.

No capítulo final vou escrever acerca de onde, como e quando observar aves de rapina na América do Sul, os sítios geográficos de concentração sazonal e as áreas confiáveis para observar espécies particulares, muito raras ou estritamente localizadas. No capítulo final também serão listados contatos de pessoas e instituições de cada região que poderiam ajudar na procura de distintas espécies. Concluindo, o que se pretende como o livro é que seja pequeno, preciso, com muito detalhe, gráfica e esteticamente atrativo e que resuma toda informação obtida acerca de identificação, biogeografia e comportamento durante mais de cinco anos de trabalho no campo e nos museus. Eu acredito com firmeza que um livro assim vai significar um avanço para nossa capacidade de gerar conhecimento acerca dos gaviões de América do sul.

 

Sérgio H. Seipke
La Plata, Argentina